Cannabis no gerenciamento de patologias

Rafael Maciel de Paulo, Breno Silva de Abreu

Resumo


O declínio medicinal da Cannabis veio com o aparecimento de outras substâncias e a dificuldade de isolar seu princípio ativo. O professor israelense, Raphael Mechoulan, conseguiu identificar e isolar os principais componentes desta planta, permitindo um maior conhecimento sobre uma Cannabis. A Cannabis possui cerca de quatrocentas substâncias. Entre essas substâncias, as que mais despertaram o interesse foi o delta-9-tetraidrocanabinol e o canabidiol, um responsável pelos efeitos psicoativos e o outro por não ter efeitos psicoativo, respectivamente. Em estudos, foi possível perceber que existem diferentes espécies de maconha, sendo que a Cannabis sativa é caracterizada por possuir um grande teor de THC, a Cannabis indica por ter um baixo teor de THC e a Cannabis ruderalis que não possui nenhuma substancia psicoativa. Outra descoberta que chamou muito atenção foi a dos receptores canabinoides. Sendo o CB1, que possui grande concentração no cérebro e são responsáveis pela maioria dos efeitos psicoativos, o CB2, que são encontrados no sistema imunológico, e por fim, o CB3 que é a maneira que chamam os outros receptores canabinoides não CB1/CB2. Com o avanço da medicina e todas essas descobertas foi possível realizar estudos com a Cannabis e comprovar que ela possui efeitos farmacológicos. Hoje, está planta é utilizada no tratamento de esclerose múltipla, doença de Parkinson, Alzheimer, epilepsia, AIDS, glaucoma, esquizofrenia, ansiedade, redução de peso e insônia.


Palavras-chave


Cannabis; Canabinóides; Canabidiol; Maconha.

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JCR 0.852 (2017)/ JCR 1.021 (2018)

Qualis CAPES: B4

ISSN Online: 2179-0981 / ISSN Impresso: 2316-848X