Simulação realística como instrumento no processo de Ensino-aprendizagem de enfermagem

Keller Kathier Cerqueira Carneiro, Iel Marciano de Moraes Filho, Osmar Pereira dos Santos, Aline Aparecida Arantes, Keila Cristina Félis, Ihago Santos Guilherme

Resumo


Objetivo: identificar na perspectiva do corpo docente a importância da Simulação Realística na formação do profissional do Enfermeiro. Método: Estudo descritivo, quanti-qualitativo, desenvolvido com docentes que utilizam o Laboratório de Habilidades, do curso de enfermagem de uma Universidade do Centro Oeste. Resultados: Participaram do estudo seis docentes enfermeiras, que atuam há menos de dez anos na instituição, com titulação em nível de mestrado, com predominância de regime de trabalho horista. A minoria possui participação em pesquisa ou pós-graduação, nenhuma está envolvida com atividade de extensão e apenas metade já participaram de discussões sobre o Projeto Pedagógico do Curso. Todas possuem experiência em atividades assistenciais. Quanto a simulação realística a maioria diz conhecer essa abordagem de ensino, e metade possui experiência, porém apenas 33% a utiliza constantemente em suas aulas. A maioria afirma que o laboratório de habilidades não é adequado para essa modalidade de ensino e que a instituição não investe o suficiente para o desenvolvimento dessas aulas. Conclusão: Quanto as vantagens relacionadas ao ensino baseado em Simulação Realística destacaram-se a relação entre a teoria e a prática, o desenvolvimento de raciocínio clínico em casos complexos e individualizados e como desvantagem falta de capacitação do professor aliada a falta de condições de trabalho.

Palavras-chave


Simulação; Enfermagem; Docentes de Enfermagem; Educação em Enfermagem; Escolas de Enfermagem.

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