Depressão e sua relação com a adesão à farmacoterapia anti-hipertensiva em idosos

Débora Dornelas Belchior Costa Andrade, Camila Serra Rodrigues, Alice Garbi Novaes, Carmelia Matos Santiago Reis, Maria Rita Carvalho Garbi Novaes

Resumo


Objetivo: analisar a relação entre adesão ao tratamento medicamentoso anti-hipertensivo e a depressão em idosos hipertensos assistidos pela Estratégia Saúde da Família na cidade de Brazlândia, Distrito Federal. Método: Trata-se de estudo descritivo, transversal. Foi realizada entrevista estruturada e aplicação de questionários (EDG-15 e MMAS-8) em idosos hipertensos (n=261). Resultados: A análise mostrou 59% do sexo feminino, 90% de baixa escolaridade, 53% eram aposentados, 68% eram casados, 13% moravam sozinhos, 78% recebiam até 2 salários mínimos, 68% não faziam automedicação, 38% obtinham o medicamento no posto de saúde, 88% era sedentário, 81% não era tabagista, o medicamento mais usado foi o diurético 60%, 22% estava em monoterapia. Conclusão: A análise comparativa evidenciou que a medida de pressão arterial e a forma como adquire o medicamento são variáveis independentes da adesão ao tratamento. A prevalência de depressão foi de 37%. A razão de prevalência mostrou maior risco de depressão em pacientes com pressão arterial inadequada, com circunferência abdominal inadequada, com sobrepeso e que não aderem ao tratamento. A razão de prevalência mostrou menor risco de depressão nos homens e tabagistas.

Palavras-chave


Idoso; Depressão; Adesão à medicação; Hipertensão; Atenção primária à saúde.

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