A realidade da sífilis em gestantes: análise epidemiológica entre 2014 e 2018

Debora Faria da Costa, Denise Philomene Joseph van Aanholt, Suely Itsuko Ciosak

Resumo


Objetivo: conhecer as gestantes com sífilis no estado de São Paulo, últimos cinco anos disponíveis. Método: estudo epidemiológico, quantitativo descritivo transversal, com dados secundários, com diagnósticos notificados (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) - banco de dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde, das gestantes com sífilis, período 2014-2018. Resultados: encontrado 44.894 gestantes com sífilis no estado de SP, com crescimento importante nos dois últimos anos, maior prevalência (53,1%) na idade de 20-29 anos, raças brancas (43,1%), ensino fundamental completo (27,9%) e médio completo (26,1%). Maior percentual de diagnósticos realizado no primeiro trimestre (49,4%) e, 3,9% das gestantes não realizaram tratamento. Conclusão: é um agravo crescente, com baixa qualidade no preenchimento das fichas de notificação, prejudicando a assistência/qualidade do pré-natal, interferindo nas análises adequadas, afetando a tomada de decisão para tratamento correto. Resultados podem auxiliar em ações de educação em saúde e prevenção dos grupos vulneráveis.


Palavras-chave


Sífilis congênita; IST; doenças sexualmente transmissíveis; doenças venéreas bacterianas; treponema pallidum.

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