Produção do cuidado de enfermagem à população LGBTQIA+ na atenção primária

Alana Alves da Cruz Silva, Edvaldo Belo da Silva Filho, Thamily Bastos Lobo, Anderson Reis de Sousa, Márlon Vinícius Gama Almeida, Lílian Conceição Guimarães de Almeida, Carle Porcino, Valterney Morais, Núbia Cristina Rocha Passos

Resumo


Objetivo: descrever a produção do cuidado em Enfermagem à saúde de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Pessoas Trans Queers Intersexos, Assexuais e outras identidades sexuais e de gênero, a partir das reflexões acerca do trabalho da enfermeira. Método: Estudo qualitativo, realizado com 18 enfermeiras que atuavam na Atenção Primária à Saúde em um município da Bahia, Brasil entre o ano de 2018. Realizou-se entrevista individual em profundidade, analisadas pelo método do Discurso do Sujeito Coletivo. Resultados: O cenário da produção do cuidado de enfermagem a partir do trabalho da enfermeira na Atenção Primária direcionado à população LGBTQIA+ esteve permeado por fragilidades no reconhecimento desta população no território de atuação, no atendimento clínico empregado na consulta de Enfermagem e no reconhecimento das vulnerabilidades e necessidades de saúde da população LGBTQIA+. Conclusão: Há fragilidades, barreiras e dificuldades na produção do cuidado à saúde da população LGBTQIA+ que envolvem dimensões distintas que perpassam pela formação acadêmica, profissional, estrutural, administrativa/institucional e da gestão do cuidado e atenção à saúde no contexto da Atenção Primária. Este cenário é provocador da manutenção de desigualdades e iniquidades em saúde que necessitam ser superados.


Palavras-chave


Análise de Gênero na Saúde. Diversidade de Gênero. Minorias Sexuais e de Gênero. Enfermagem. Atenção Primária à Saúde.

Referências


CECILIANO, Luzia Alves. Conhecimento de estudantes em enfermagem da Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. 2016.

ALMEIDA, M. G.; BARBOSA, D. R M.; PEDROSA, J. I. S. Rizomas da homoafetividade: saúde, direitos humanos e movimentos sociais. Revista Eletrônica Gestão & Saúde, Brasília, v. 4, n. 2, p. 467-478, s.m. 2013.

Brasil. Ministério da Saúde. Política nacional de saúdeintegral de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. Brasília: Ministério da Saúde, 2013.

(ROGES, VASCONCELOS E ARAÚJO, 2015).

CAVALCANTI, Adilma Da Cunha et al.. Acolhimento nos serviços de saúde à população lgbt: uma revisão integrativa. Anais I CONBRACIS... Campina Grande: Realize Editora, 2016. Disponível em: . Acesso em: 07/12/2020 16:59

PEREIRA, Edson Oliveira. Acesso e qualidade da atenção à saúde para a população LGBT: a visão dos médicos de uma capital do nordeste brasileiro. 2016.

Tong A, Sainsbury P, Craig J. Consolidated criteria for reporting qualitative research (COREQ): a 32-item checklist for interviews and focus groups. Int J Qual Health Care 2007;19(6):349-57. doi: http://intqhc. oxfordjournals.org/content/19/6/349.long

QSR Internacional. N Vivo 11 for Windows – Getting Started Guide [Internet]. EUA; 2014. [cited 2017 Feb 16]. Available from: http://download.qsrinternational.com/Document/NVivo10/NVivo10-Getting-Started-Guide- Portuguese.pdf

Lefevre AMC, Crestana MF, Cornetta VK. A utilização da metodologia do discurso do sujeito coletivo na avaliação qualitativa dos cursos de especialização “Capacitação e Desenvolvimento de Recursos Humanos em Saúde - CADRHU”, São Paulo - 2002. Saúde soc [Internet]. 2003 [cited 2017 Sep 15]; 12(2):68-75. Available from: http://www.scielo.br/pdf/sausoc/v12n2/07.pdf

SILVA LÚCIO, Firley Poliana; DE ARAÚJO, Ednaldo Cavalcante. A lésbica ea bissexual: invisibilidade no campo da saúde. Revista de enfermagem UFPE online-ISSN: 1981-8963, v. 11, n. 1, 2017.

SANTOS SILVA, Glauber Weder et al. O dito e o feito: o enfermeiro e o saber/fazer saúde para travestis. Revista de enfermagem UFPE on line-ISSN: 1981-8963, v. 8, n. 10, p. 3347-3357, 2014.

(CARDOSO, FERRO, 2012;

ALBUQUERQUE, Grayce Alencar et al. Homossexualidade e o direito à saúde: um desafio para as políticas públicas de saúde no Brasil. Saúde debate, v. 37, n. 98, p. 516-24, 2013.

SAMPAIO, Juliana Vieira; GERMANO, Idilva Maria Pires. Políticas públicas e crítica queer: algumas questões sobre identidade LGBT. Revista Psicologia & Sociedade, v. 26, n. 2, 2014.

HENRIQUE, Luana de Medeiros Silva. Representações sociais e integralidade na assistência a saúde da população de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais. 2015. Trabalho de Conclusão de Curso. Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Bezerra Marcos Vinicius da Rocha, Moreno Camila Amaral, Prado Nília Maria de Brito Lima, Santos Adriano Maia dos. Política de saúde LGBT e sua invisibilidade nas publicações em saúde coletiva. Saúde debate [Internet]. 2019 [cited 2020 Dec 07] ; 43( spe8 ): 305-323. http://dx.doi.org/10.1590/0103-11042019s822.

BRASIL. Conselho Nacional de Combate à Discriminação. Brasil sem homofobia: programa de combate à violência e à discriminação contra GLBT e promoção da cidadania homossexual. Brasília, 2008.

Lionço Tatiana. Que direito à saúde para a população GLBT? Considerando direitos humanos, sexuais e reprodutivos em busca da integralidade e da eqüidade. Saude soc. [Internet]. 2008 June [cited 2020 Dec 07] ; 17( 2 ): 11-21. http://dx.doi.org/10.1590/S0104-12902008000200003.19. MOSCHETA, Murilo et al . DA (IM)POSSIBILIDADE DO DIÁLOGO: CONVERSAÇÕES PÚBLICAS E OS DIREITOS LGBTS. Psicol. Soc.. 2016;28,3,516-525.doi.org/10.1590/1807-03102016v28n3p516.

CECÍLIO, L.C.O. As necessidades de saúde como conceito estruturante na luta pela integralidade e eqüidade na atenção em saúde. In: PINHEIRO, R., MATTOS, R.A. (Eds.). Os sentidos da integralidade na atenção e no cuidado à saúde. Rio de Janeiro: UERJIMS-Abrasco, 2001. p.113-26.

RUFINO, Andréa Cronemberger; MADEIRO, Alberto Pereira; GIRAO, Manoel João Batista Castello. O Ensino da sexualidade nos cursos médicos: a percepção de estudantes do Piauí. Rev. bras. educ. med., Rio de Janeiro , v. 37, n. 2, p. 178-185, June 2013 . Available from . access on 07 Dec. 2020.

FRANKLIN, Thainara Araujo et al. Bioética da proteção na acessibilidade à saúde de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. Revista de enfermagem UFPE on line-ISSN: 1981-8963, v. 10, n. 9, p. 3483-3488, 2016.

MASSIGNAM, Fernando Mendes; BASTOS, João Luiz Dornelles; NEDEL, Fúlvio Borges. Discriminação e saúde: um problema de acesso. Epidemiologia e Serviços de Saúde, v. 24, n. 3, p. 541-544, 2015.

SOUSA PJ, Abrão FMS, Costa AMC, Ferreira LOCF. Humanização no acolhimento de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais na atenção básica: reflexões bioéticas para enfermagem. In Anais do Segundo Seminário Nacional de diretrizes para enfermagem na atenção básica em saúde, 2° SENABES. Recife, PE: Associação Brasileira de Enfermagem. [internet]. 2009. Available from: http://www.abeneventos.com.br/SENABS/cd_anais/pdf/ id141r0.pd

CARVALHO LS, PHILIPPI, MM. Percepção de lésbicas, gays e bissexuais em relação aos serviços de saúde-doi: 10512/ucs. v11i2. 1837. Universitas: Ciências da Saúde, v. 11, n. 2, p. 83-92, 2014.

FREIRE, EC al. A clínica em movimento na saúde de TTTS: caminho para materialização do SUS entre travestis, transsexuais e transgêneros. Saúde em Debate, 2013.

MATOSO, Leonardo Magela Lopes. O papel da enfermagem diante da homossexualidade masculina. Saúde (Santa Maria), p. 27-34, 2014.

MELLO, Luiz et al. Questões LGBT em debate: sobre desafios e conquistas. 2012.


Texto completo: PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Fator de Impacto ISI- International Scientific Indexing

JCR 0.852 (2017-2018)

JCR 1.021 (2018-2019)

JCR 1.254 (2019-2020)

Qualis CAPES: B4

Índice H: 15,0

Índice i10: 29,0

ISSN Online: 2179-0981 / ISSN Impresso: 2316-848X