Atuação da equipe de enfermagem no estabelecimento do apego entre mãe e filho: revisão integrativa

Raquel Sousa Oliveira, Thais Vilela de Sousa, Dnise de Araújo Freitas, Francidalma Soares Sousa Carvalho Filha, Erika Silva de Sá, Jaiane de Melo Vilanova, Wemerson Passos, Iel Marciano de Moraes Filho

Resumo


Objetivo: Demonstrar as evidências científicas disponíveis na literatura atual acerca da atuação da equipe de enfermagem no estabelecimento de relações de apego entre mãe e filho. Método: Revisão integrativa da literatura realizada em abril de 2020 nas bases: Biblioteca Virtual em Saúde, United State National Library of Medicine e Scientific Electronic Library Online. Utilizou-se como descritores: “Relações mãe-filho/mother-child relationships”, “enfermagem/nursing” e o descritor não controlado “apego/attachment” combinados pelo operador booleano “AND”. Resultados: As dificuldades no estabelecimento de apego entre mãe e filho foram destacadas quando as crianças estão hospitalizadas, quando são deixadas em instituição de ensino ou pessoas externas e quando as mães tiveram hábitos inapropriados durante o período gravídico-puerperal que possa ter afetado o crescimento e desenvolvimento do bebê. A enfermagem facilita o estabelecimento do vínculo mãe e filho, atenua fatores estressores de forma humanística baseada na integralidade. Conclusão: O estabelecimento satisfatório do comportamento de apego é essencial para a saúde mental do ser humano. Envolver-se no cuidado na hospitalização e educação de uma criança requer conhecimento dos seus condicionantes biológicos, psicológicos, sociais, ambientais, para que se compreenda a complexidade da situação de afastamento do meio familiar

Palavras-chave


Relações mãe-filho; Relações Materno-Fetais; Enfermagem Familiar; Vínculo Afetivo; Vínculos Emocionais.

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