Motociclista de urgência e emergência: reflexo dos desafios diários no atendimento pré-hospitalar

Pablo Randel Rodrigues Gomes, Reila Campos G. de Araújo, Lucivane Júlia de Queiroz, Elias Rocha de Azevedo Filho, Alberto César da Silva Lopes, Jose de Souza Soares

Resumo


Objetivo: analisar e discutir as dificuldades, os riscos ocupacionais e os possíveis desafios e frustrações dos motociclistas que atuam no atendimento pré-hospitalar no serviço de urgência e emergência do Distrito Federal. Método: estudo descritivo e exploratório, de abordagem quantitativa, mediado por pesquisa de campo. Resultados: foram investigados dois grupos - A, com 33 profissionais, e B, com 18 profissionais. No grupo A, são 26 técnicos em enfermagem e 5 enfermeiros, com média de atuação de 10,6 anos, visto serem servidores estatutários, com idade média de 38 anos e tempo de motolância de 5,4 anos. No grupo B, todos são militares de carreira e combatentes, com média de 34,9 anos de idade, 11,2 anos de tempo de militar e de 5,1 anos de serviço de motorresgate. Conclusão: é visível que as atividades desempenhadas pelas equipes são divergentes do ponto de vista operacional e técnico. A formação do enfermeiro colaborador e educador torna-se relevante para a educação continuada dos profissionais que atuam no atendimento pré-hospitalar, sendo assim, é necessário refletir sobre as dificuldades vivenciadas no dia a dia desses profissionais e estratégias e ações precisam ser elaboradas para auxiliar no suporte de enfrentamento de seus desafios diários vivenciados.


Palavras-chave


Trabalho de Resgate; Enfermeiro; Educação continuada.

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