PERFIL DE SENSIBILIDADE ANTIMICROBIANA DAS Pseudomonas aeruginosa ISOLADAS DE PACIENTES DA UNIDADE DE TRATAMENTO INTENSIVA DE UM HOSPITAL PÚBLICO DE BRASÍLIA.

Natália Freitas Velasco da Silva, Cristilene Akiko Kimura, Marcus Vinícius da Silva Coimbra

Resumo


A infecção do trato urinário (ITU) é uma das doenças infecciosas mais rotineiras, que é definida como a presença de microrganismo no trato urinário, desde as partes mais internas, como os rins, até as partes mais externas, tais qual a uretra. O objetivo deste estudo foi detectar a prevalência dos microorganismos causadores de ITU e analisar o perfil de sensibilidade antimicrobiana dos pacientes da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um Hospital Público de Brasília-DF. Foram levantados dados de 01 de junho de 2009 a 01 de junho de 2010, por onde passaram 382 pacientes. Desses pacientes, 360 realizaram o exame de urocultura, sendo dessas 77 (21,4%) positivas. A prevalência proporcional de acometidos foi do sexo feminino. A frequência dos principais microorganismos foi: Pseudomonas aeruginosa (32,5%), Klebsiella pneumoniae (16,9%), Proteus mirabilis (9,1%), Escherichia coli e Candida albicans (7,8% cada). Com relação a resistência aos antibióticos: Pseudomonas aeruginosa com índices altos de até 96% (ciprofloxacina) e os mais baixos foram 32% (piperacilina + tazobactam) e 36% (aztreonam), Klebsiella pneumoniae também teve índices elevados aos antibiótico piperacilina (100%) e ao aztreonam (73%), Proteus mirabilis teve os menores índices com 0% de resistência em quase todos os antibióticos testados somente ao aztreonam (17%), Escherichia coli teve uma resistência acima ao antibiótico piperacilina (83%) e os antibióticos ciprofloxacina e levofloxacina (67% cada). Os resultados mostram a necessidade de implementar ações para a diminuição dos índices de ITU, além de medidas de prevenção em relação às condições agravantes, como os pacientes idosos e o uso de cateter por grandes períodos.


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JCR 0.852 (2017)/ JCR 1.021 (2018)

Qualis CAPES: B4

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